Eu sou a Samara. Mãe, pastora e psicóloga — e, antes de tudo isso, filha amada de Deus.
Se você chegou até aqui, é bem provável que esteja cansada. Que esteja vivendo aquele tipo de cansaço que o sono não cura — porque é por dentro. Eu conheço esse lugar. Eu já morei nele. E é exatamente para a mulher que mora aí que eu escrevo, atendo e oro.
Quem eu sou (em cinco lugares ao mesmo tempo)
Eu não consigo me dividir. Tudo o que sou anda junto — e é isso que eu trago pra cada texto, cada atendimento, cada conversa.
Filha. Antes de carregar qualquer título, eu sou filha amada de Deus. É daí que vem o meu chão. Sem essa identidade, eu já tentei viver — e quase me perdi nessa tentativa.
Esposa. Casada com o Neto desde os meus 16 anos — quase duas décadas de história, de "sim" repetido todos os dias, de água virando vinho aos poucos.
Mãe. Mãe de três meninas: a Sophia — minha primeira princesa, alegria e vida em forma de gente; a Helena (a minha Lelê) — doce, sensível, daquelas que olham fundo; e a Aurora — caçula, doçura e sapequice, a chegada mais recente da nossa casa.
Pastora. Pastora ordenada na Igreja das Nações. Junto com o Neto, eu lidero o Conexão — o ministério de grupos de conexão da nossa igreja — e sirvo, como voluntária, no ministério de mulheres Ellas. Pastorear, pra mim, é caminhar perto. É chorar junto, exortar com firmeza e apontar pra Cristo quando a vista da mulher embaça.
Psicóloga. Formada pela Univali (Itajaí–SC), trabalho com terapia e aconselhamento cristão. Cerca de cinco anos atendendo, hoje 100% online, mulheres no mundo inteiro.
Como eu cheguei até aqui
Eu sou cristã de berço. Cresci dentro da igreja, ouvindo sobre Deus desde sempre. Mas teve uma fase da minha vida em que, mesmo sabendo, eu não vivia. Eu estava presa numa cadeia dentro da minha própria mente — refém das minhas inseguranças, das vozes que insistiam em me lembrar das minhas limitações, da ansiedade que apertava o peito sem pedir licença.
Eu sei o que é olhar pro espelho e não reconhecer a mulher de volta. Eu sei o que é ser cristã, frequentar a igreja, decorar versículo — e ainda assim acordar com aquele aperto.
A virada veio quando eu rendi. Não da noite pro dia, não num culto bonito — mas num processo de me deixar ser cuidada pela Palavra e pela terapia ao mesmo tempo. Foi ali que eu entendi: cuidar da alma e cuidar da mente não são duas coisas separadas. É a mesma mulher.
É por isso que eu faço o que faço. Eu não atendo do alto de quem nunca esteve aí. Eu atendo de quem foi tirada de lá.
No que eu acredito
Eu acredito que ansiedade não é falta de fé — e que mulher cristã também pode (e deve) cuidar da saúde emocional. A ciência da psicologia e a verdade da Palavra não brigam dentro de mim. Elas se abraçam.
Eu acredito que toda mulher tem um propósito — e que a maior investida do inimigo é fazer ela se esquecer de quem é. Por isso eu falo tanto de identidade: porque sem saber quem você é em Deus, você passa a vida tentando ser quem o mundo cobra.
E eu acredito que cura é possível. Não a cura mágica, instantânea, da promessa fácil — mas a cura real, da Palavra que sara e da terapia que organiza. Eu vejo isso acontecer toda semana, com mulheres reais.
De onde eu falo
Eu atendo de dois lugares. Terapia online — sessões individuais, com mulheres do Brasil inteiro, na minha agenda particular. E aconselhamento presencial na Igreja das Nações, voluntariamente, para as mulheres da nossa comunidade.
Atendendo, eu vejo o mesmo padrão se repetir: mulheres inteligentes, fiéis, esforçadas — e exaustas. Mulheres que dão conta de tudo por fora e estão desabando por dentro. Mulheres que precisam de um lugar para deixar o peso no chão — e descobrir, com método e com fé, que não foram feitas para carregar sozinhas.
A minha gente
A minha casa é cheia. O Neto, as três meninas, a bagunça de brinquedo na sala, a roupinha dobrada no sofá que ainda guarda o cheiro de cada uma. É na minha casa que eu aprendo, na prática, tudo o que eu ensino: que ser porto não é prender — é sustentar e soltar. Que amar é se dobrar pra servir. Que cada filha é uma semente, e que a gente é o adubo.
Eu venho de uma família próxima e unida. E venho de uma igreja que me discipulou — sou grata aos pastores Robson e Cris, que pastoreiam a Igreja das Nações e foram (e são) referência viva pra mim.
Pra você que está lendo
Eu não escrevo pra impressionar mulher nenhuma. Eu escrevo pra dizer, no ouvido da que está cansada, o que eu mesma precisei ouvir um dia: você não está sozinha, e o seu cansaço tem nome — e tem cuidado.
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." — Mateus 11.28
Filha, descansa. Aqui é um bom lugar para começar.